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Dia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

Dia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

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Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é mais um dos títulos atribuídos à Virgem Maria, ela representa a assistência constante e perpétua aos que necessitam de ajuda e socorro. Particularmente, tenho uma história de longa data com a santa, que veio através da minha mãe. Por muito tempo frequentei as novenas nas quartas feiras, famosas aqui em Curitiba, e acredito que depois de Santa Rita, ela seja uma das minhas santas preferidas.

Vejo-a como quem carrega aquele abraço de mãe que nunca se retira, na sua essência de presença constante, o olhar que nos acompanha, um manto que nos protege e uma força que nos sustenta. Foi nessas novenas que aprendi a cantar Mãezinha do céu, umas das músicas preferidas dos êres em nosso terreiro.

Para seus fiéis, ela é vista como o socorro que chega antes do pedido e o consolo que permanece depois da dor, aquela mãe que não abandona, mesmo quando tudo parece perdido. Acredito que todos já passaram por momentos em que a alma grita em silêncio que aperta o peito e é nesses instantes que buscamos, quase instintivamente l, um lugar onde possamos ser amparados, onde a dor não precisa ser explicada para ser sentida e ser cuidada, seja aos pés da santa ou aos pés dos nossos guias no terreiro.

Quando alguém se ajoelha diante de um altar pedindo socorro, seja de Nossa Senhora, seja de um Preto Velho, o que há ali é o mesmo grito: “me acolha, me ouça, me salve”. É o chamado de socorro por uma presença maior que nos envolva quando tudo se desfaz. Se o manto de Nossa Senhora, na tradição cristã, é cuidado, é espaço seguro, é presença que envolve sem julgar, na Umbanda, encontramos esse mesmo “manto” que nos fornece abrigo em nossos pontos cantados, num passe, nos olhos dos guias que enxergam além da dor aparente, enxergam nossa alma. Toda espiritualidade verdadeira nos oferece abrigo e nos sustenta. Não exige perfeição, só entrega.

Que neste dia consagrado a Perpétuo Socorro, que cada um se lembre que em algum lugar haverá sempre um manto pronto para nos cobrir, um espaço de fé onde o choro não é fraqueza, é uma força invisível sussurrando: “eu estou aqui. E sempre estarei.”

 

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