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Dia nacional da Mata Atlântica

Dia nacional da Mata Atlântica

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Ao longo das encostas, dos vales e do litoral brasileiro, estende-se um dos biomas mais exuberantes e sagrados da Terra: a Mata Atlântica. Hoje, dia 27 de maio é o dia Nacional da Mata Atlântica, sendo assim, celebramos um dos biomas mais importantes do nosso planeta, que se estende do Rio Grande do Norte até o Rio Grande do Sul, avançando para o interior em alguns estados e alcançando territórios do Paraguai e da Argentina.

Caracteriza-se como uma floresta tropical, abrigando uma biodiversidade impressionante. Estima-se que mais de 20 mil espécies de plantas, milhares de espécies animal, onde muitos deles endêmicos, (que só existem nesse bioma), façam parte desse ecossistema – onças-pintadas, micos-leões-dourados, antas, preguiças, tucanos, borboletas e uma infinidade de seres que formam esse cenário de vida e equilíbrio.

Além de sua riqueza natural, a Mata Atlântica é essencial para a sobrevivência de muitos, pois ela é responsável pela proteção dos mananciais que abastecem de água potável de mais de 70% da população brasileira. Atua na regulação do clima, na purificação do ar, no controle de enchentes, na preservação dos solos e na manutenção da qualidade de vida em áreas urbanas e rurais.

Infelizmente, também é um dos biomas mais ameaçados do mundo, pois desde o início da colonização do Brasil, ela foi explorada para a extração de madeira, abertura de áreas agrícolas, pecuária e expansão urbana. Hoje, devido à toda essa atividade humana, restam, segundo a Fundação SOS Mata Atlântica, apenas 12,4% da floresta que existia originalmente.

A Mata Atlântica como ventre sagrado da Terra

Assim como o ventre feminino, a mata é fonte de criação, nutrição e proteção. Na espiritualidade, ela simboliza o mistério, o acolhimento e a força que faz renascer, mesmo após todas as feridas e cicatrizes. É morada dos ventos, das águas, das folhas e dos saberes ancestrais.

Com sua biodiversidade exuberante, se torna símbolo de resistência, cura, proteção e regeneração e falar desse bioma é falar da força das Yabás: elas que nutrem, acolhem, transformam e renovam, que se manifestam nos elementos da natureza — águas doces que desembocam nas salgadas, os ventos, o barro…

Refletir sobre esse paralelo é reconhecer que o poder feminino carrega a mesma essência da mata: mulheres são guardiãs da vida, da cura e da conexão com o invisível. São raízes que sustentam, folhas que acolhem e sementes que, mesmo em meio às tempestades, insistem em brotar.

Cuidar da Mata Atlântica não é apenas preservar a natureza. É proteger a história, a cultura, a espiritualidade e os recursos que garantem a vida de milhares de espécies, inclusive a nossa. É entender que cada árvore em pé, cada rio limpo e cada animal livre representam equilíbrio, harmonia e futuro para todos nós. E para além, é também honrar essa força criadora, feminina e ancestral, que pulsa dentro e fora de nós.

 

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