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NEUTRALIDADE É CAMINHO DE LUZ, NÃO DE INDIFERENÇA
NEUTRALIDADE É CAMINHO DE LUZ, NÃO DE INDIFERENÇA
No dia 12 de dezembro, celebramos o Dia Internacional da Neutralidade, criado pela ONU para nos lembrar de algo essencial: em tempos de extremos, a força está em saber ouvir antes de agir, em escolher o diálogo em vez do conflito. A neutralidade, nesse sentido, não significa indiferença, covardia ou distância. Pelo contrário, é uma forma madura de estar no mundo sem ser engolido pelos extremos.
Na Umbanda, essa ideia ganha vida. A religião nasceu do encontro de muitas tradições, crenças e povos, e justamente por isso aprendeu a respeitar sem apagar, a acolher sem impor. No terreiro, fala-se muito do ponto de equilíbrio, aquele estado interno em que a gente consegue sentir com o coração, pensar com clareza e agir com responsabilidade. É isso que Exu ensina quando mostra que decisões precipitadas podem abrir caminhos tortos. É isso que os Pretos-Velhos lembram quando falam da importância da palavra mansa, que cura em vez de ferir.
Perceba que nada disso tem a ver com “ficar em cima do muro”. Na Umbanda, ser neutro não é deixar de se posicionar, é escolher como se posicionar. É assumir um compromisso com a verdade, com o respeito e com a responsabilidade de não alimentar o caos. É escolher o centro não como fuga, mas como força.
Assim como a neutralidade internacional surgiu para evitar guerras devastadoras, a neutralidade espiritual nos protege de conflitos internos: aqueles que nascem quando deixamos que o ego grite mais alto do que a consciência, ou quando permitimos que emoções extremas ditem nossos passos. A neutralidade abre espaço para o diálogo, primeiro dentro de nós, depois com o mundo.
Refletir sobre essa data é lembrar que equilíbrio e compromisso caminham juntos. Evitar extremos não significa evitar escolhas; significa escolhê-las com calma, clareza e verdade. Se o mundo aprende a neutralidade para evitar guerras entre nações, a Umbanda nos ensina a praticá-la para construir paz dentro de nós e espalhá-la ao nosso redor.
No fim das contas, a mensagem é simples: neutralidade é sabedoria, não omissão. É força, não fraqueza. É caminho, não fuga.
Texto: Wellington de Iemanjá
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