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Cinco Anos de Sacerdócio
Cinco Anos de Sacerdócio
Completar cinco anos de sacerdócio é olhar para trás e reconhecer cada passo dado com fé, coragem e entrega. Não foi um caminho escolhido ao acaso.
O dia 2 de fevereiro carrega um significado profundo na minha história. Dia de Iemanjá. Dia escolhido por minha vó Benta, que sempre pediu para que a Rainha do Mar trouxesse mais calma, paciência e resiliência para minha cabeça. E ela sabia exatamente o que fazia.
Sou filho de Xangô e Iemanjá. Carrego a justiça, a força e o equilíbrio de Xangô, junto à serenidade, ao acolhimento e à profundidade de Iemanjá. Em meus caminhos ancestrais, Ogum me acompanha, abrindo estradas, ensinando-me a lutar e a não recuar diante das batalhas.
Essa função nunca foi fácil. São muitos os obstáculos, desafios físicos e espirituais que exigem preparo, firmeza e, acima de tudo, responsabilidade. Ser sacerdote é carregar dores que nem sempre são visíveis. É sustentar demandas, cuidar de pessoas, de axés e de destinos. É enfrentar provas que testam a fé e o emocional.
Mas também é profundamente recompensador. Cada amaci realizado, cada batizado, cada cruzamento ou casamento reafirma o propósito dessa caminhada. Ver vidas sendo transformadas, caminhos sendo alinhados e axés sendo fortalecidos dá sentido a cada luta enfrentada.
Foram cinco anos de aprendizados intensos, de quedas e levantadas, de batalhas travadas no corpo e no espírito. Cinco anos de resistência, crescimento e amadurecimento. E sigo, com respeito aos meus Orixás, honrando meus ancestrais e agradecendo à vó Benta por ter enxergado, desde cedo, aquilo que eu ainda aprenderia a compreender.
Axé aos que vieram antes, aos que caminham comigo e aos que ainda virão.
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