Terreiro de Umbanda

Firmina do Rosário

    • EM TEMPOS DE GUERRA, QUEM CURA O MUNDO?

      No dia 6 de novembro, o mundo celebra o Dia Internacional para a Prevenção da Exploração do Meio Ambiente em Tempos de Guerra e Conflito Armado, criado pela ONU em 2001.

      Essa data chama atenção para algo muitas vezes esquecido: a natureza também é vítima das guerras.

      Florestas queimam, rios são contaminados, animais morrem, e comunidades inteiras perdem suas fontes de vida.

      O que essa data desperta em nós, que acreditamos na continuidade da vida e no poder do amor sobre a destruição?

      Como o Espiritismo e a Umbanda podem nos ajudar a entender a dor da Terra e transformá-la em aprendizado e reparação?

      As guerras deixam marcas profundas. Bombas poluem, queimadas devastam, o solo perde fertilidade, e espécies inteiras desaparecem. Mesmo após o silêncio das armas, o ambiente segue doente, precisando de décadas, às vezes séculos, para se recuperar.

      E quando a Terra adoece, a vida humana adoece junto. Faltam alimentos, abrigo, água limpa. A natureza ferida reflete a ferida moral da humanidade.

      Por isso, a ONU criou esta data: para lembrar que proteger o meio ambiente é também proteger a vida e a paz.

      No Espiritismo, o planeta Terra é visto como uma escola de aprendizado e um hospital de cura espiritual.

      Aqui, evoluímos através das provas, das reparações e das descobertas. Cuidar da Terra é cuidar do cenário onde nossas almas crescem.

      Kardec já dizia em A Gênese que o progresso moral precisa acompanhar o progresso material.
      Se usamos o conhecimento para destruir, regredimos; se usamos para preservar e amparar, evoluímos.

      Nos planos espirituais, as guerras não terminam quando cessam as explosões. Há um vasto trabalho de acolhimento dos espíritos que desencarnam de forma brusca, muitas vezes confusos, assustados e sem entender o que aconteceu.

      Segundo relatos de obras espíritas, como Os Mensageiros e Libertação de André Luiz, há equipes de socorro espiritual que se deslocam para regiões de conflito, campos de batalha e locais de destruição ambiental.
      Esses espíritos socorristas recolhem irmãos recém-desencarnados, acalmam-nos, tratam-nos magneticamente e os conduzem a colônias de reequilíbrio.

      Nessas colônias, o ambiente natural é parte do tratamento. Os espíritos feridos pela violência e pelo medo reencontram a paz justamente através da harmonia da natureza espiritualizada.

      Por isso, quando o ser humano destrói o meio ambiente, ele também dificulta a atuação desses planos sutis na Terra. Ambientes poluídos e violentos tornam-se pesados magneticamente, dificultando a aproximação de socorristas e o refazimento fluídico do planeta.

      Na Umbanda, o ambiente natural é o altar da fé.

      Os Orixás manifestam suas energias através dos elementos da Terra: Oxóssi nas matas, Iemanjá nas águas salgadas, Xangô nas pedras, Oxum nas cachoeiras, Ogum nos caminhos e trilhas. A Umbanda, com sua sabedoria ancestral, nos lembra que não existe separação entre o sagrado e a natureza.

      Respeitar o meio ambiente é respeitar os Orixás!

      Tanto o Espiritismo quanto a Umbanda nos ensinam que a Terra é viva, corpo e morada da Criação.
      Quando cuidamos dela, cuidamos de nós mesmos. Quando a ferimos, adoecemos espiritualmente.

      E nas dimensões invisíveis, onde o amor é trabalho e o amparo não conhece fronteiras, equipes de luz seguem reconstruindo o que os homens destroem, recolhendo almas, acalmando corações e regenerando os fluidos da Terra.

      Cabe a nós, ainda encarnados, colaborar com esse mesmo propósito:
      fazer da paz um hábito, e do cuidado com o planeta, um ato diário de fé!

       

       

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