Terreiro de Umbanda

Firmina do Rosário

    • No Dia Nacional da Botânica

      Existe um universo inteiro sob os nossos pés.

      No Dia Nacional da Botânica, celebrado em 17 de abril, lembremos que existe um universo inteiro sob os nossos pés. Essa frase nos mostra a riqueza e diversidade da flora brasileira, que é fundamental para a nossa sobrevivência e espiritualidade. A botânica nos lembra da importância de respeitar e preservar a natureza, reconhecendo a interconexão entre todos os seres vivos.

      O dia 17 de abril, foi instituído em 1994, em homenagem ao botânico Carl Friedrich Philipp von Martius, nascido na Alemanha, em 17 de abril de 1794, responsável por uma das maiores pesquisas botânicas do mundo, que resultou na publicação da Flora Brasiliensis.

      Trata-se de uma obra tão importante, que até os dias de hoje é referência para pesquisadores de plantas do Brasil. A Botânica é um ramo da biologia que estuda o reino vegetal. Ela inclui diversos aspectos do conhecimento científico, passando desde a descrição da diversidade vegetal, a evolução das plantas, o estudo de suas estruturas internas, das relações com outros seres vivos, entre muitos outros.

      Entender as menores partes de uma planta, até aquelas que não podemos ver a olho nu, pode nos ajudar na restauração de uma área degradada. Além disso, é por meio da botânica também que se estuda o uso das plantas para consumo, seja na forma de alimento ou como matéria-prima para produção de medicamentos, cosméticos e outros produtos químicos.

      As plantas são fundamentais para a vida na Terra, fornecendo alimento, regulando o clima, absorvendo CO2 e liberando O2. Entender as plantas é crucial para o futuro da sociedade, permitindo alimentar o mundo, entender processos ambientais e utilizar seus produtos de forma sustentável.

      A Botânica no universo da Umbanda.

      Unir a Botânica com a umbanda é conectar o saber fitoquímico (o que a planta tem) com o saber litúrgico (o que a planta faz espiritualmente). Na umbanda, as plantas são chamadas de folhas sagradas ou ervas, e cada uma detém uma energia vital, chamada de “Axé”, capaz de curar, limpar ou equilibrar. Elas são sagradas e usadas para cura, proteção e conexão com os orixás. apresentam grande valor por serem utilizadas para propósitos ritualístico e de rotina pelas comunidades dos terreiros.

      A botânica classifica as plantas por família e espécie, enquanto a umbanda as classifica pela função energética e ligação com os Orixás. Elas se dividem em:

      Ervas Quentes (ou bravas): Têm poder de descarrego forte, eliminando energias densas.

      Ervas Mornas (ou equilibradoras): Recomendadas para reposição energética e equilíbrio.

      Ervas Frias (ou calmas): Usadas para acalmar ou para rituais específicos de Orixás.

      Cada Orixá possui ervas correspondentes à sua vibração, que são usadas em rituais específicos (Banhos, Amacis, Defumações).

      Na umbanda o respeito à natureza, é o fundamento principal. Não se colhe uma folha sem pedir licença à natureza. A colheita deve ser feita com cuidado e sem agredir a planta, garantindo que o Axé seja preservado.

      A Linha do Oriente e a botânica

      Esta linha abriga espíritos com grande conhecimento da magia, alquimia, sabedoria oriental e manipulação de energias.

      Espíritos orientais (como sábios, hindus, árabes, egípcios) costumam utilizar ervas específicas, muitas vezes aromáticas e de grande poder curativo, para tratamentos espirituais intensos e manipulação energética.

      A união desses elementos permite que a botânica sagrada seja direcionada pela sabedoria milenar da Linha do Oriente, garantindo banhos e rituais que limpam, curam e elevam a vibração espiritual.

      Atuando com a arte da cura, as entidades da Linha do Oriente buscam fazer o encarnado compreender bem as causas de suas enfermidades e a necessidade de mudança nessas causas, bem como a necessidade de seguirem à risca os tratamentos indicados. São entidades que vêm com a missão de humanizar corações endurecidos e fecundar a fé, os valores espirituais, morais e éticos no mental humano.

      Assim como a planta cresce em direção à luz, o médium da Umbanda deve buscar a sabedoria da Linha do Oriente, estudando e aprendendo a manipular as energias sutis da natureza, para curar, proteger e iluminar os caminhos daqueles que buscam a verdade.

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