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Torturas durante a escravidão no Brasil

Torturas durante a escravidão no Brasil

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As principais torturas cometidas contra os negros escravizados no Brasil foram brutais, sistemáticas e utilizadas como forma de repressão, controle e desumanização.

Tronco
Instrumento de madeira com orifícios onde se prendiam o pescoço, os pulsos e os tornozelos do escravizado, deixando-o imobilizado. Era usado para punições prolongadas, com o escravo exposto ao sol, à fome e às intempéries.

Chibatadas
Açoitamentos com chicotes ou o açoite (feixe de tiras de couro cru com pontas de metal ou osso). As chicotadas variavam em número conforme a “infração”, podendo ultrapassar cem. Deixavam cicatrizes permanentes e, em muitos casos, levavam à morte.

Máscara de Flandres
Instrumento de metal que cobria a cabeça ou o rosto do escravizado, impedindo que ele comesse restos de comida, falasse ou cantasse. Causava ferimentos, dores intensas e sufocamento.

Gargalheira
Coleira de ferro com hastes pontiagudas, colocada no pescoço. Limitava os movimentos e feria o pescoço e os ombros, usada como castigo e humilhação pública.

Correntes e Grilhões
Presos nos tornozelos e pulsos, impediam a fuga e limitavam o movimento, mesmo durante o trabalho. Em longos períodos, causavam feridas e infecções graves.

Palmatória
Usada especialmente em crianças escravizadas. Um tipo de “régua de madeira” que golpeava as mãos até inchar ou sangrar.

Queimaduras
Alguns senhores usavam instrumentos em brasa ou brasas de ferro para queimar partes do corpo como forma de punição ou “marcação” (como o gado).

Castigos Psicológicos e Sociais
Incluíam separação de famílias, impedimento de práticas religiosas, vigilância constante e uso da humilhação pública como forma de controle. O trauma psicológico era profundo e contínuo.

Essas práticas de tortura faziam parte de um sistema escravista cruel que visava não apenas a exploração econômica, mas a anulação completa da dignidade e da identidade do povo africano e afrodescendente. Muitas dessas práticas foram documentadas por viajantes europeus, cronistas da época, e mais tarde por estudiosos da escravidão no Brasil.

 

 

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