O Dia do Soldado Desconhecido é uma data que presta homenagem aos militares cujas identidades permanecem desconhecidas devido ao anonimato das guerras ou conflitos em que serviram. Essa comemoração foi originalmente inspirada pela devastação da Primeira Guerra Mundial, que deixou um grande número de soldados mortos sem identificação. Hoje, 28 de novembro, Dia do Soldado Desconhecido, serve como um lembrete constante do preço pago pela guerra e do compromisso de nunca esquecer aqueles que deram suas vidas em prol da paz.
A ideia de homenagear soldados desconhecidos surgiu após a Primeira Guerra Mundial, que deixou um legado de perdas humanas sem precedentes. Muitos soldados não podiam ser identificados, pois seus corpos estavam desfigurados ou suas documentações haviam sido perdidas. Em resposta a essa tragédia, vários países começaram a considerar a criação de monumentos ou sepulturas simbólicas para esses heróis desconhecidos.
Portanto, o Dia do Soldado Desconhecido é uma celebração que eterniza a memória do guerreiro que protegeu sua nação com a própria vida, independentemente de seu nome, patente ou origem, enfatizando a essência universal do dever e da bravura militar.
Na Umbanda a figura do soldado/guerreiro está associado ao orixá Ogum, que representa a disciplina, a força o espírito de luta. Ogum simboliza o guerreiro incansável que muitas vezes combate sem ser reconhecido com o propósito de proteger.
Um soldado, um protetor, um andarilho.
Tempos atrás em uma mesa mediúnica comecei a perceber a energia de um espírito que tinha o olhar sereno, as roupas sujas de poeira, a pele castigada pelo sol, carregando duas sacolas, uma em cada lado do corpo, os pés cansados e protegidos por uma sandália feita de couro bem surradas. Um espírito que trazia no coração as marcas de todas as dores, todas as alegrias que viu e viveu por todo o seu caminhar. Ele só queria alguém pra contar tudo o que ele viu do lado de lá. E eu estava lá pronta pra escutar. Um espírito simples, que sorria sempre que ajudava ou protegia alguém que me falava por rimas: ”E volto eu do meu caminhar com novidades para te contar.” E mesmo depois de não frequentar mais a casa espírita, pois o meu tempo ali tinha terminado, a energia dele continuava comigo, ele nunca me abandonou. Quando visitei o Terreiro Firmina do Rosário e a Vó Conga me disse que eu era a filha viajante, lá estava ele silencioso mais presente. Só voltei a escrever um bom tempo depois, mas sempre sentindo a sua presença. Na mensagem ele dizia que seríamos dois andarilhos, que juntos voltaríamos a caminhar através dos ensinamentos da Umbanda. Conversando com o Pai Olavo sobre a mensagem, ele me disse que já havia visto e conversado com ele, que ele é o meu guia ancestral e que se chama Agenor. Um espírito delicado, cheio de sabedoria, conhecedor profundo da dor humana, gentil, carinhoso sabe que por trás das dores físicas sempre tem uma alma doente.
Em seus muitos caminhares sempre se preocupou e se preocupa com a alma humana, encontrou muitos espíritos corroídos, pela culpa, pelo remorso, necessitando de carinho e luz em suas dores. Ele sempre se molda a cada situação para aliviar a dor de quem ele encontra e protege. Quando sinto alguma dor sem explicação, lá está ele a me perguntar “o que minha alma está querendo me mostrar; observe o seu interior sem julgamento e saberás o porquê dessa dor.” Na ajuda ao próximo, observe os olhos que são as janelas da alma, e saberás o quanto de dor e de alegria cada um carrega. Ele está sempre me intuindo a estudar sobre psicologia tanto à luz da doutrina espírita quanto à luz da umbanda. A Biblioteca do Grande Oriente é o nosso lugar favorito, um portal onde fortalecemos nossa conexão e conhecimento.
Ele me disse que nossa caminhada é eterna, que tivemos momentos de muita tristeza, mas também de muitas alegrias, que estará sempre presente acalmando o meu coração, que somos energia e estamos em movimento sempre. Um soldado que está sempre atento para que nenhum de nós se perca em nossas dores, um protetor que se emociona e se curva com a natureza acolhedora de Iansã por quem tem uma enorme admiração. Um andarilho que agora não está mais sozinho, que tem um lugar acolhedor pra onde voltar, sendo guiado pela luz da umbanda.
”Agradeço a todos os encarnados e principalmente os desencarnados por me acolherem, lavarem os meus pés calejados e cansados com flores de lavanda, limparem todo o meu corpo com alecrim e macela e depois me fazendo repousar em lençóis com aroma de canela. Muita gratidão por me deixarem fazer parte dessa família.” (Agenor).
Agenor, um soldado, um protetor, um guia cheio de amor.